Instalando-se no Brasil
Nascido na França e
falecido no Rio de Janeiro. Fez seus estudos em Paris, transferindo-se em seguida para o
Brasil, onde deve ter chegado em meados da década de 1840.
Fixando-se na capital do
Império, já em 1847 tomava parte na VIII Exposição Geral de Belas Artes, obtendo
medalha de ouro.
Participou ainda com
sucesso das Exposições de 1849 e de 1850, quando lhe foi outorgada a Ordem Imperial da
Rosa, no grau de cavaleiro.
O professor
Contratado em 1864 para
reger interinamente a cadeira de Desenho da Academia Imperial de Belas-Artes, inscreveu-se
em 1865 no concurso para seu provimento efetivo, sendo porém vencido por Pedro Américo.
Mas, como esse pouco se quedasse no Brasil, coube a Le Chevrel substituí-lo durante
largos períodos.
Professor honorário de
Pintura da mesma Academia, substituiu em 1868 Vitor Meireles na cátedra de Pintura
Histórica, quando o autor da Primeira Missa no Brasil se achava na
Europa.
Um pintor
convencional
Le Chevrel foi pintor de
retratos, de gênero e sobretudo de história, praticando uma arte extremamente
convencional, em que o desenho desempenhou papel preponderante, e da qual são exemplos Baco
implorando a Ajuda de Netuno contra os Lusitanos (inspirado em Camões), Últimos
Momentos de Bussy d'Amboise ou Diogo Alvares e Paraguaçu.
Em certos instantes,
porém, esquecendo-se um pouco de sua natural teatralidade, logrou obter bons efeitos
pictóricos e de atmosfera - como por exemplo no Retrato de Domingos Custódio
Guimarães, do Museu Imperial de Petrópolis, no qual se vê o futuro Barão
do Rio Preto na figura de um jovem elegantemente vestido e apoiado a uma pilastra,
sustentando, com a mão direita junto ao corpo, elegante chapéu.
Fonte:
CD-Rom «500 Anos de Pintura
Brasileira»
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