João Batista Pagani ( ? - 1890)
Texto do livro "Um Século
de Pintura"
de Laudelino Freire
GÊNOVA, cid. da Itália, cap. da Ligúria, no golfo de Gênova, formado pelo Mediterrâneo; 801.000 hab. Catedral (séc. XII a XIV). Palácio San Giorgio (1260-1571). Palácio Bianco (séc. XVII XVIII). Principal porto italiano. Refinaria de petróleo. Indústrias químicas. Gênova tornou-se independente em 1100. No séc. XIII, apesar da rivalidade de Veneza, constituiu um poderoso império marítimo no Mediterrâneo oriental. Em 1339, instituiu-se o primeiro doge. Nos séc. XIV e XV, seu império foi destruído por Veneza e pelos turcos. Em 1768, cedeu a Córsega à França. Capital da República da Ligúria em 1797, foi anexada ao Império francês (1805), depois ao Reino da Sardenha, em 1815.
A família veio para o Brasil em 1860, tendo ele dois anos incompletos. Aqui se educou, viveu e morreu, sem nunca ter saído.
Principiou os seus estudos com Maximiano Mafra, passando depois a ser discípulo de Vítor Meireles, com quem estudou pintura na Academia, onde alcançou quase todos os prêmios acadêmicos.
Depois de ter concluído o curso, montou ateliê com Estêvão Silva, onde juntos trabalhavam e ensinavam.
Por motivo de moléstia, residiu algum tempo em Minas, tendo sido professor do Colégio de Barbacena, dirigido então pelo Barão de Macaúbas.
MACAÚBAS (Abílio César BORGES, barão com grandeza de), educador e médico brasileiro (Bahia, 1824 - Rio de Janeiro, 1891), pioneiro da educação e do livro didático no Brasil. Foi caricaturalmente celebrizado por Raul Pompéia, no romance O Ateneu. Fonte:
Em Minas, pintou inúmeros retratos e paisagens. Continuando enfermo, tornou ao Rio, onde veio a falecer em 1890.
Pintor modesto, mas consciencioso e dedicado, com muita predileção pela pintura a guache.
Paisagem
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