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Pintando «abóboras»
Nascido em
Chatillon-sur-Seine (França) e falecido no Rio de Janeiro.
Tendo-se
radicado no Brasil em 1864, desenvolveu toda a sua carreira no Rio de Janeiro,
participando com freqüência da Exposição Geral de Belas-Artes (menção honrosa em
1882, medalha de prata em 1884).
Retratista e
paisagista, pintor de naturezas-mortas e professor, destacou-se no primeiro desses
gêneros, embora a opinião que dele tinha a crítica contemporânea não fosse das
melhores, a julgar por essas palavras de Gonzaga Duque:
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«Também
teve fama de fisionomista o Sr. Augusto Petit, pintor feito pela força de vontade.
Augusto Petit foi, durante muito tempo, a maior fábrica de retratos que houve no país.
Fazia-os de todos os tamanhos e de todos os feitios, e, o que mais o recomendava,
retratava comendadores perfeitamente comendadores. Abóboras dos pés à cabeça.»
Pré-moldados
Em 1898, ainda ganhou uma
medalha de terceira classe no Salão Nacional de Belas Artes, e em 1901 mantinha ateliê
na Rua do Rosário, 123 sobrado, onde teria como ajudante o jovem pintor Guttmann
Bicho.
Segundo Guttmann, ali
conservava, semi-esboçadas, figuras togadas ou fardadas, a que apenas acrescentava as
cabeças, uma que outra medalha, esse ou aquele detalhe de postura, à medida que
apareciam os clientes, e para se poupar tempo...
Os retratos de Dom Pedro
II e de Dona Teresa Cristina, no Museu Imperial de Petrópolis, dão bem o exemplo do seu
estilo, correto, mas extremamente frio e convencional.
Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»
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Texto do livro de Laudelino Freire
"1816-1916 - Um Século de Pintura"
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Natural da França, e nascido a 12 de julho de 1844. Estudou em Chatilon-sur-Seine e foi
discípulo de Eugênio Nesle.
Chegou ao Rio de Janeiro a 18 de maio de 1864, dedicando-se, desde então, principalmente
à pintura de retratos, subindo a mais de dois mil o número dos que tem executado.
Tem
vivido exclusivamente da sua arte, a que se consagra com amor e dedicação. Exerce,
também, o magistério particular, contado com inúmeros discípulos [em 1916].
Espírito suficientemente cultivado, é também de
fina e aprimorada educação, que o torna cavalheiro assaz apreciado e querido.
Vítima, muitas vezes, da inveja, no seio da própria classe a que pertence, se tem sempre
sabido conduzir com superioridade não comum. Se no homem, as qualidades de caráter, de
lealdade, de distinção e de irrepreensível conduta podem sobrepujar as do artista,
estas se não deixam de traduzir por um esforço digno de aplauso e por uma operosidade
edificante e modelar.
Apresenta-se assiduamente nas exposições públicas. Na de 1879, que nos parece ter sido
a primeira a que comparecera, expôs três retratos; na de 1884, expôs sete trabalhos,
tendo sido premiado com a medalha de prata; e no salão anual de 1898, obteve a medalha de
terceira classe. Tem inúmeras condecorações e alcançou, na França, uma medalha de
prata.
Amando o Brasil como se fora a própria pátria, tem tomado parte em nossos movimentos
sociais, sendo que a causa da abolição do elemento servil lhe mereceu dedicados
esforços.
A sua generosidade tem também se afirmado em valiosas ofertas feitas a diversas
instituições brasileiras e portuguesas, de apreciados trabalhos históricos, dos quais
podemos destacar o Retrato do Duque de Caxias, em tamanho natural, que se acha no
Tribunal Militar e o Camões e o Jaú em Macau, que pertence à Real Sociedade de
Beneficência Portuguesa.
Na sua
especialidade de retratista a óleo, é o artista que, entre nós, tem mais trabalhado, e
o que maior número de quadros tem produzido.
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