Luís Stalloni

(Séc. XIX)
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Um professor italiano

     Nascido provavelmente em Nápoles (Itália) e falecido no Rio de Janeiro. Fez seu aprendizado artístico em Nápoles, de cuja Academia chegou a ser professor.

     Transferindo-se para o Brasil em 1843, estreou na Exposição Geral de Belas Artes desse mesmo ano com cinco retratos que passaram desapercebidos.

     No ano seguinte voltou a participar do certame com trabalhos "abaixo da mediocridade", no dizer de Gonzaga Duque. Esse mesmo autor afirma:

     «Esse insucesso fê-lo abandonar o Rio de Janeiro e domiciliar-se em uma das províncias do Sul. Longe da capital do Império, foi sendo esquecido a pouco e pouco até desaparecer completamente da falange dessa geração.»

Um pintor menor

     Carlos de Laet, no entanto, assevera não haver Stalloni abandonado o Rio de Janeiro, o que parece plausível, tanto mais que o Museu da Cidade do Rio de Janeiro possui uma composição de sua autoria, o Largo do Paço em 1865. A se dar crédito a Laet, Stalloni faleceu no Rio de Janeiro, na Rua Santa Luzia, em data não precisada.

     Retratista, pintor de vistas e de interiores, Stalloni é artista menor.

     Pelo Largo do Paço podemos aquilatar o resto de sua obra, algo cenográfica, capaz de encerrar o máximo de espaço na superfície bidimensional da tela, mas duramente executada, com figurinhas liliputianas que se encaixam mal na composição e parecem bonecos mal articulados - Guardi ou Canaletto suburbano.

Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»

 
 
 


Texto do livro de Laudelino Freire
"1816-1916 - Um Século de Pintura"
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(Seu nome é apenas mencionado por Laudelino Freire, sem qualquer outra informação.)
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stalloni.jpg (16681 bytes)
Vista do Largo do Paço
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