«Esse
insucesso fê-lo abandonar o Rio de Janeiro e domiciliar-se em uma das províncias do Sul.
Longe da capital do Império, foi sendo esquecido a pouco e pouco até desaparecer
completamente da falange dessa geração.»
Um pintor menor
Carlos de Laet, no
entanto, assevera não haver Stalloni abandonado o Rio de Janeiro, o que parece
plausível, tanto mais que o Museu da Cidade do Rio de Janeiro possui uma composição de
sua autoria, o Largo do Paço em 1865. A se dar crédito a Laet, Stalloni
faleceu no Rio de Janeiro, na Rua Santa Luzia, em data não precisada.
Retratista, pintor de
vistas e de interiores, Stalloni é artista menor.
Pelo Largo
do Paço podemos aquilatar o resto de sua obra, algo cenográfica, capaz de encerrar
o máximo de espaço na superfície bidimensional da tela, mas duramente executada, com
figurinhas liliputianas que se encaixam mal na composição e parecem bonecos mal
articulados - Guardi ou Canaletto suburbano.
Fonte: CD-Rom «500 Anos de Pintura Brasileira»