Filho do
notável pintor Domingos Francisco Vieira ( ? 1804), aprendeu com o pai os
primeiros rudimentos de desenho e pintura, tendo, aos 17 anos, recebido também aulas do
francês Jean Pillement, então residindo em Portugal.
Transferindo-se para Lisboa, freqüentou a aula régia de desenho e figura (1787 a 1789),
viajando depois para a Itália, com o pensionado da Companhia Geral das Vinhas do Alto
Douro, mais a proteção do Bispo de Macau e da embaixada de seu país junto à Santa Sé.
Sua
permanência na terra das artes foi bem destacada e, em 1790, ganhou o primeiro prêmio
num concurso acadêmico dirigido pelo escultor Pacelli, o que, por conseqüência, lhe
valeu uma pensão mensal do governo português para prosseguir os estudos.
De Roma,
Vieira passou a Veneza e, depois, a Parma, tomando contato com o patrimônio artístico
acumulado em séculos na Itália. Em Parma, foi nomeado professor da Real Academia e
copiou as mais conhecidas obras de Corregio, reunidas para a publicação de um livro
sobre o pintor.
Voltando
a Portugal em 1801, foi nomeado professor de desenho e figura na Academia Real de Marinha
e Comércio do Porto, onde poderia terminar sua carreira em glória.
Entretanto, quis o destino que ele fosse nomeado, também, pintor da corte, juntamente com
Domingos de Sequeira e essa foi a fonte de todos os seus dissabores e do agravamento de
uma tuberculose que há algum tempo o perseguia. O relacionamento entre Vieira e Sequeira
não foi pacífico, cada um procurando um protetor para defender-se e, por fim, Sequeira
levou a melhor, subordinando Vieira ao seu comando, num ambiente de clara humilhação.
Com a saúde abalada, o
pintor muda-se para a ilha da Madeira, onde, com clima propício para o tratamento da
doença, esperava recobrar a saúde. Foi lá que morreu, no ano de 1805.