| |
Antônio Teixeira
Carneiro Júnior nasceu em Amarante no ano de 1872, vindo a falecer em 1930, na cidade do
Porto.
Espiritualista e artista de invulgar sensibilidade, dedicou-se principalmente à pintura
de retratos, conseguindo captar e traduzir neles a condição psicológica do seu modelo
no momento em que a pintura estava sendo executada. Por esta razão, alguns críticos não
tem dúvidas em considerá-lo o «retratista de almas».
Fez também incursões em outros gêneros, como a pintura histórica e a pintura
religiosa. Segundo Fernando de Pamplona, ele «entendia como poucos o ambiente recolhido
do interior das igrejas, de luz tamisada, onde brilham ouros velhos, e se murmuram preces;
as naves de seus templos recolhidos e silenciosos traduzem bem a paz das almas que se
refugiam no seio de Deus».
Embora se iniciando cedo na pintura, o primeiro reconhecimento só veio aos 28 anos,
quando foi premiado na Exposição Universal de Paris, com o tríptico A vida. A partir
daí, foi um suceder de prêmios, tanto na Europa como nos Estados Unidos.
Em 1929, esteve no Brasil, onde expôs Camões lendo "Os Lusíadas" aos monges
dominicanos. O quadro foi de tal forma apreciado que acabou sendo adquirido pelo Museu
Nacional de Belas-Artes.
Carneiro Júnior jamais inclinação do modernismo português, em voga na época em que
viveu. Suas primeiras fontes foram a Renascença (Da Vinci) e o Barroco (Rembrandt),
sofrendo influência também dos pintores românticos do Século 19. É neste contexto que
se situa o conjunto de sua obra, voltada mais para o sentimento do que para a razão,
buscando mais emocionar do que explicar.
Foi professor de desenho da Escola de Belas-Artes do Porto e hoje tem seus quadros
espalhados por museus de Portugal e de outras partes do mundo, sendo também disputados
por colecionadores.
.
|
|