Foi na
cidade do Porto que recebeu suas primeiras lições de pintura, prosseguindo os estudos,
mais tarde, com Caetano da Costa Lima e com Marques de Oliveira.
Demonstrando aptidão para as artes, foi para a França, aperfeiçoando-se com Jean-Paul
Laurens e Benjamin Constant (não confundir com o militar e político brasileiro do mesmo
nome (1836-1891). Este pintor era descendente do escritor Rebecque Benjamin Constant
(1757-1830).
A rigor,
não era chilena ou portuguesa, mas cidadã do mundo. Viajou intensamente, percorrendo
França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Itália e Espanha, num intercâmbio de
conhecimentos. Ao mesmo tempo que expunha sua arte, não perdia oportunidade de assimilar
a tradição cultural guardada por esses povos, introduzindo-a no seu trabalho que, na
conta de Fernando de Pamplona, «distinguiu-se pelo vigor e liberdade do seu processo
pictórico.»
Passou a
última fase de sua vida residindo na Quinta da China, nas proximidades do rio Douro,
lugar aprazível e que lhe oferecia belíssimas paisagens como tema para seus quadros e
lá veio a falecer, em 1922.
O quadro Cena familiar,
cuja imagem vai abaixo, pertence ao Museu Nacional Soares dos Reis e revela toda a
delicadeza de sua pintura. Perceba, agora, o contraste com as linhas pesadas do
Auto-retrato (aqui em branco e preto), dando uma idéia da versatilidade com que a pintora
passava de um a outro estilo.
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