Inconstante e insatisfeito, estudou primeiro em Lisboa, prosseguiu seus estudos em París
e aperfeiçoou sua arte em Berlim, onde fixou residência e encontrou inúmeros
admiradores de seu trabalho.
Regressou
a Portugal em 1936 e, embora tenha vivido mais quinze anos, sua participação pictórica
na terra natal vai, da chegada, até 1940, não mais de quatro anos. Daí para diante, sua
produção se torna errante e insegura e, em 1945 é ele, finalmente, internado na Casa de
Saúde do Telhal, onde morre, depois de passar seis anos afastado de telas, pincéis e
tintas.
Não há,
pois, paralelos constantes entre Eloy e Van Gogh. Ao contrário do pintor holandês, que
só conseguiu, em vida, vender um quadro, Eloy teve pleno reconhecimento de sua arte,
primeiro na Alemanha, depois em Portugal, encontrando mercado para seu trabalho e sendo
homenageado com várias retrospectivas.
Para isso, contou com uma
vantagem sobre seu colega. Enquanto Van Gogh foi um desbravador, antevendo em suas telas
um avanço modernista que somente seria compreendido algumas décadas depois, já Mário
Eloy desenvolveu seu trabalho em plena expansão da arte moderna, reconhecida plenamente
como um elemento de progresso e renovação.
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