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Josefa de
Ayalla nasceu em Sevilha (Espanha), provavelmente em 1634, sendo filha do pintor
português Baltazar Gomes Figueira, com quem aprendeu os segredos da arte. Sua mãe era D.
Catarina de Ayalla y Cabrera, irmã do pintor sevilhano Barnabé de Ayalla.
Bem cedo, sua família mudou-se para Óbidos (Portugal), onde Josefa passou a maior parte
de sua vida, sendo, pois, mais conhecida como Josefa de Óbidos.
Josefa é um caso raríssimo em que a mulher, em pleno Século XVII, consegue exercer o
ofício de pintora e, mais ainda, consegue sair da obscuridade nesse trabalho. Também
como um fato raro no país daquela época, assinava e datava seus quadros, usando ora o
cognome de Josefa de Óbidos, ora o nome materno Josefa de Ayalla.
Curioso é que, havendo sido aceita como pintora na sociedade fechada de sua época,
Josefa veio a sofrer restrições feitas por críticos dos Séculos XIX e XX, que
consideravam sua pintura bem inferior à dos contemporâneos. Na sua defesa, Fernando de
Pamplona censura o juízo dos críticos, concluindo que «eles traduzem a decepção de
quem esperava muito mais e não achou...Não tivesse a artista tanto nome e os pareceres
dos críticos seriam mais benévolos, pois sua pintura, embora sem nada excepcional,
possui relativo interesse».
Suas obras estão espalhadas por museus em várias partes de Portugal e também fazem
parte do acervo de importantes colecionadores lusitanos.
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