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Em 1551, um ano
após a morte do pai, Cristóvão Lopes foi nomeado pintor régio de D. João III, com o
mesmo salário de seu pai. Tinha, por suposição, igual competência e, como não se
conhece obras realizadas por ele antes da nomeação, é lícito supor que, até essa
data, vinha trabalhando como ajudante do próprio pai, a quem todo trabalho era
atribuído.
Durante algum tempo, trabalhou em conjunto com o pintor internacional Antônio Moro, que
foi a Portugal com missão específica de retratar a família real, e que exerceu profunda
influência em Cristóvão Lopes.
Como a maioria dos quadros não tinha assinatura de identificação, fica difícil, pois,
durante esse período, estabelecer quem pintou o quê. Seria arriscado atribuir cada um
dos retratos a um ou outro pintor, dada a semelhança dos traços de Moro, o mestre, e
Lopes, o pintor régio.
Para aumentar a confusão, existiu na época outro artista com o mesmo nome, que trabalhou
em Coimbra e não em Lisboa, e que não tinha qualquer relacionamento profissional com a
família real. Mas alguns, mais afoitos, acabam por confundir-se, atribuindo ao pintor
régio obras que, em verdade, pertencem ao seu homônimo.
As duas obras reproduzidas abaixo são, com segurança, da autoria de Cristóvão Lopes, o
pintor do reino.
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