Cristóvão de Morais
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De Cristóvão de Morais, sabe-se que viveu no Século XVI e que sua atividade profissional se deu entre 1551 e 1571, não havendo registro das datas de nascimento e morte.

     Com relação aos trabalhos executados, ocorre com ele o mesmo que com seus contemporâneos: a pintura, mais que uma atividade artística, era um contrato de mão-de-obra entre a realeza (o grande mecenas) e o pintor. Assim, executado o serviço e efetuado o devido pagamento, o contrato se encerrava e a obra, quase sempre anônima, passava ao patrimônio real.

     Dado que não havia relação intrínseca entre o pintor e a obra, em geral, os únicos dados que restavam para comprovar a autoria eram os recibos de pagamento do trabalho realizado.

     Assim, pelos recibos, e outras vezes pela relação de verossimilhança, é possível atribuir a Cristóvão de Morais o «Retrato da Infanta D. Maria de Portugal», o «Retrato de D. Sebastião», o retábulo da capela-mor da Igreja da Conceição, em Beja e outros tantos trabalhos. Como curiosidade, há recibos de pagamento pela restauração de «andas» (liteiras) e também pela restauração da cama da raínha D. Catarina.

     O quadro abaixo, que retrata o rei D. Sebastião, quando ainda era príncipe, aos 11 anos de idade, é uma das raras obras que Cristóvão de Morais datou e assinou: «1565 Christoforus a Morales faciebat».
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El-Rei D. Sebastião