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José Malhoa nasceu em Caldas
da Raínha, Portugal, em 1855, e faleceu em Figueiró dos Vinhos
em 1933.
Vivendo em Portugal, a grande porta de entrada para o mar Mediterrâneo, se desejasse,
encontraria todas as facilidades para visitar os grandes centros de cultura da Europa,
especialmente Espanha, França e Itália. Entretanto, numa opção curiosa e intrigante,
Malhoa nunca saiu de sua terra natal. Todo seu aprendizado, suas experiências e sua obra
se desenvolveram em torno de Lisboa, cidade onde passou a maior parte da vida.
Fazendo parte de uma roda de pintores conhecida como "Grupo do Leão", por se
reunirem na cervejaria do mesmo nome, sua pintura, todavia, desgarrou-se, tomando rumo
próprio.
Era uma época em que, as novas tintas, fornecidas em bisnagas, permitiam ao artista
deslocar-se do estúdio para o campo. Não mais, como antigamente, os pintores faziam
esboços em papel para mais tarde, dentro do estúdio, reproduzi-los na tela, valendo-se
da memória para o desenvolvimento das cores. Agora, o artista pintava a natureza diante
dela, fixando na tela a impressão do momento.
Suas primeiras telas lembravam um romantismo já quase superado em sua época mas, ao
fixar novos rumos e conceitos, mudou de tal forma sua arte pode ser considerado um
pós-impressionista. Pintando todos os gêneros, e não desprezando a comodidade do
estúdio, preferia, entretanto, levar sue cavalete, a paleta, os pincéis e as tintas para
o ar livre e, nesse propósito, destacou-se no gênero da paisagem.
Malhoa, já o dissemos, nunca saiu de Portugal, mas suas telas viajaram o mundo,
freqüentando os mais cotados Salões de sua época, recebendo vários prêmios. Em seu
país, foi presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes.
Muitas das telas deste extraordinário pintor se encontram no Brasil, em Museus, como no
"Mariano Procópio" e Masp, assim como em mãos de particulares. Figuram,
entre suas obras importantes Outono, Seara invadida, Beira-mar, As Pupilas do Senhor
Reitor, Descobrimento do Brasil, Bêbados, Fado, O Emigrante, etc.
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