Edvard Munch
nasceu em Löten, na Noruega, em 12 de dezembro de 1863, e estudou arte em Oslo. Começou
a pintar em 1880, primeiramente retratos e depois uma série de quadros naturalistas que
testemunham sua rejeição do impressionismo da época. É característico dessa fase o
quadro "Criança doente" (1886).
Apesar do escândalo
causado pela exposição de suas obras em Oslo, Munch ganhou uma bolsa de estudos em 1889.
Morou na França, na Alemanha e na Itália, e somente após 18 anos regressou à terra
natal. Em Paris, fez contato com os pós-impressionistas, especialmente Toulouse-Lautrec e
Gauguin, de quem recebeu reconhecida influência.
Interessado também no
realismo social de Ibsen, criou para o escritor os cenários e figurinos da peça Peer
Gynt, montada em Paris em 1896. A atmosfera sombria, os nus e retratos espectrais de Munch
inspiram-se em Ibsen, mas a partir de 1890 seu expressionismo adquiriu caráter
simbolista, de teor quase histérico em "O vampiro", "A angústia" ou
"O grito".
Em Paris, pintou ainda
"Frisa da vida", que considerou a síntese de sua obra. Em Berlim, entre 1892 e
1908, conheceu August Strindberg e influiu na evolução do expressionismo alemão.
Em 1910, definitivamente de
volta à Noruega, Munch renovou sua pintura com um estilo não menos vigoroso mas de cores
claras, em que se abranda o espírito trágico das obras anteriores. São dessa fase os
murais "O sol", "A história" e "Alma mater", que criou de
1910 a 1915 para a Universidade de Oslo.
A maior parte de sua obra,
inclusive admiráveis litografias e xilogravuras como "Moças na ponte" e
"Noite branca" (1911), pode ser vista no museu de Oslo que recebeu seu nome.
Edvard Munch morreu em Ekely, próximo a Oslo, em 23 de janeiro de 1944.