Jan Vermeer
nasceu em Delft, Países Baixos, em 31 de outubro de 1632. Entre 1652-1654 estudou pintura
com Karel Fabritius, aluno de Rembrandt.
Em 1663 entrou para a guilda de São Lucas,
que presidiu em 1662-1663 e 1670-1671. De suas 35 telas conhecidas, só duas são
assinadas: "A alcoviteira" (1656) e "O astrônomo" (1668). A ausência
de assinaturas e a abundância de telas apócrifas dificultam a apreciação cronológica
da obra de Vermeer.
Os temas que aborda são os de seus
contemporâneos Pieter de Hooch, Terborch e Metsu: interiores com uma ou duas figuras e
paisagens urbanas. Nos jogos de luz e sombra vê-se certa influência italiana. A
composição é geométrica, com seus elementos simetricamente equilibrados.
Os elementos típicos da obra de Vermeer já
apontam em "Moça lendo uma carta" (c. 1657): o quarto fechado, a luz que entra
pela janela, tapetes orientais e cortinas luxuosas. A luz é usada com mestria para
ressaltar uma expressão, aprofundar ou criar uma atmosfera.
Intimista, Vermeer retratou cenas da vida
burguesa, repletas de símbolos e intenções morais. Em "A leiteira"
(1656-1660), manifesta-se seu colorido particular: fusões de azul e amarelo, objetos
pontilhados de dourado.
Apenas duas magníficas cenas urbanas, "A
ruela" (c. 1658) e "Vista de Delft" (c. 1660), não foram inspirados
interiores. Vermeer foi enterrado em Delft em 15 de dezembro de 1675.